Juliana Sfair


Agosto

Vamos endireitar o Agosto e desfazer o mito do desgosto.
Cada com sua estrela, seu desejo, seu amor.
Juntando estrelas pra ajudar quem se perdeu no caminho.
Lembrar que a vida apesar de exigente e dura, também pode ser mais leve se estivermos na mesma sintonia.

Essa nossa sintonia bonita de todos os dias.
Vem pra nossa festa. Vem que aqui o que entristece a gente ri e manda embora.

No nosso show sempre cabe mais um. A gente pede pra acender mais um refletor de luz. A gente pede mais um figurino.
O show começou e Agosto tão encantado nem percebeu.
 
Deixo o palco pra vocês. Pra nós. Pra quem tiver brilho no olhar.

 



Escrito por Ju Sfair às 10h43
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Mais vaidosa

 

O céu ficou vermelho e eu pensei que era impressão minha. Fui olhando assustada, medrosa. Fui aquietando enquanto monstros gritavam em minha volta.

Foram tempos difíceis, que eu perdi a fé em mim mesma. Eu não sabia como agir com o inimigo, porque estava frágil. Foi preciso me reerguer e isso levou muito tempo. Anos.

Algumas palavras ainda povoam a minha cabeça e talvez eu esqueça, talvez não.

No olho do furacão eu continuava lutando por coisas que acreditava que de alguma forma me daria um espaço, outra visão. Um lugar ao sol.

Sinceramente, eu nem sei como consegui lidar com tanta maldade gratuita, desaforos, gente pequena de alma e que quando você olha dentro dos olhos percebe que te odeia. E te odeia de graça. E quer te ver pelas costas. E faz a sua caveira. E compromete a sua imagem. E o mais engraçado é que se esconde através do silêncio, da palavra não dita na sua cara, quando seria o ideal.

Agora que está terminando, vejo os cacos que restaram de mim. Procuro minhas qualidades enfraquecidas. Me escondi pra não fugir.

Eu precisava continuar essa luta por questão de honra, por não admitir a injustiça.

Aos poucos a vida vai se ajeitando, no seu tempo. E não tenho mais tempo, desde que o céu de vermelho ficou escuro demais para as minhas pupilas de menina que acreditava que as pessoas são boas e cuidam da suas vidas.

Acreditava em sorriso, hoje não mais. Durezas da vida. Sempre acho que tem alguém fazendo complô contra mim. Fiquei doente, paranóica. Me recupero aos poucos.

Aqui nessa mesa onde comecei o meu Blog, vou escrevendo meus últimos textos.

Não choro, porque eu aproveitei cada minuto. Eu fui honesta-humana-observadora.

 Um ciclo que está chegando ao fim. A imagem do céu escuro ainda vai permanecer por muito e muito tempo na minha memória.

Eu só preciso ir embora pra recomeçar mais vaidosa. Eu gosto é de brilhar.

 



Escrito por Ju Sfair às 17h23
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Boca no Trombone

 

É tudo muito conturbado, cheio de mentiras e olhares dissimulados.

O medo que fortalece o opressor.

Opressor comigo não tem vez. Opressor tem que ser exposto, investigado.

Os oprimidos precisam botar a boca no trombone, conhecer seus direitos e seus valores.

O mundo apesar de cruel é imenso. As oportunidades estão em toda a parte.

Somos mais fortes que qualquer opressão ou pressão.

O ser humano quer ser no mínimo feliz, sem ter que conviver com a ofensa e o medo.

Muitos se aproveitam da situação financeira de terceiros ou da sua própria posição na sociedade ou na hierarquia de uma organização para manipular e fazer ameaças veladas.

Quando vocês se calam, os opressores ganham força.

Vamos à luta!

 



Escrito por Ju Sfair às 16h24
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Vazios e Flores

É a eterna busca pela felicidade, pelo momento ideal, pelo negócio oportuno, pelo sorriso mais belo, pelo amor, por aquele sossego na varanda com consciência em paz por ter feito tudo o que estava ao seu alcance e relaxar tomando chá ouvindo os cantos pássaros.

Eu me imagino realizada, sentada na beira da piscina de uma casa grande (nem tão grande), tomando café ou chá com minha paz. Esse será o meu momento de realização profissional.

Livros na estante, livros por toda a parte. Monólogos. Projetos.

Meu desejo é que vocês encontrem seus momentos de paz na tarde de Domingo, jogando conversa fora preocupados somente com o momento.

Idealizar o futuro é o que mais fazemos e também o que mais causa angustia nos tempos modernos.

São tempos de consumismo e quem não tiver um pouco de sorte e competência não vai conseguir se estabelecer. Um baú mágico. Tem que ter fé, ousadia, sorte, determinação, mas acima de tudo tem que ter um autoconhecimento absurdo para continuar de pé.

Tem que saber lidar com o vazio e com a festa. O camarote e simplicidade. Tem que ter um feeling apuradíssimo para distinguir quem está perto de você por amizade, curiosidade ou por interesse.

Confio em pouquíssimas pessoas e defendo cada uma delas com todas as minhas forças.

Um pouco da minha essência no papel. Vazios e flores. Brilho e Lavanda. Crenças.

 



Escrito por Ju Sfair às 15h15
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Aquele vestido da vitrine e o lápis preto

 

É um assunto que me perturba faz um tempo já. É que eu não consigo ficar bem arrumada, bem humorada, unhas feitas, cabelos lindos iguais aos de comerciais de TV.

Tem dias que estou tão desleixada, tão nem aí para a minha aparência, tantas coisas pra resolver e contas para pagar.

Muitas são lindas, bem resolvidas, independentes e absolutas ao mesmo tempo! Como conseguem? Porque se eu estou bonita, eu tenho uns boletos vencendo. Se pago alguns boletos, não compro aquele vestido maravilhoso da vitrine que vai me deixar poderosa e com a auto estima pulando.

É que sempre falta. É incompleto. E vocês? Ou será que eu sou a única mulher que nunca descansa porque acha que pode melhorar e se pode melhorar, então eu tenho que me esforçar mais e me esforçar requer deixar alguns caprichos de lado.

Se eu levanto com mil coisas pra resolver, eu certamente não vou passar lápis no olho, podem ter certeza disso. A minha ansiedade sobrepõe a minha vaidade.

Sensações e sentimentos. Maquiagem guardada na bolsa. Muitas vezes eu não me acho bonita, muitas vezes parece que sou um fantasma andando nas ruas e observando as pessoas, mas sempre tem uma pessoa que te nota no meio da multidão ou num dia chuvoso.

Eu não sei o que encanta algumas pessoas, mas sei o poder que isso tem.

Eu não sou nenhuma idiota, mas disfarço bem.

O meu cansaço não cessa e fica notório até na minha escrita. Na pausa, na questionável pausa em que eu me sinto tão estranha, tão fora do mundo normal.

Eu não acredito em euforias o tempo todo, todos os dias, sempre. Ou talvez eu ainda não seja uma privilegiada eufórica.

 



Escrito por Ju Sfair às 15h41
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Quando me calo

Que meus amigos entendam quando eu estiver cansada, quando as tarefas do cotidiano me consumir. Que compreendam quando faltar inspiração e eu me calar porque como eu não canso de dizer : o silêncio é importantíssimo pra mim.
Que as minha palavras sejam somente para ajudar ou fazer rir.
Não jogo palavras e nem escrevo por escrever. Escrevo quando sinto que é preciso, caso contrário sorrio por dentro e fica tudo bem.



Escrito por Ju Sfair às 17h28
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Nossa arma

Pessoas, pessoas, pessoas e seus traumas e medos.
Tem posturas e comportamentos que só a vida ensina. Essa vida de eternas inquietações e neuroses.
Cada um que aprenda a lidar com suas fraquezas e a superá-las. O mundo anda tão individualista, que se ficar esperando por uma olhar ou uma palavra de ajuda ou consolo, você mofa em pleno verão.
Vamos em frente, com a melhor arma que temos : nosso amor-próprio.



Escrito por Ju Sfair às 17h26
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Partículas de Segredos

Tarde da noite e os pensamentos velozes faziam barulho na minha mente tão confusa.
Tantas coisas que ainda não entendo, a engrenagem do mundo me confunde.
Estranho estar e não estar. Ser livre e não ser livre. Saber e ao mesmo tempo ignorar tanta coisa.
Descobertas minhas, o Olho de Hórus que aparece de relance no retrovisor do carro enquanto dirijo em uma avenida vazia e larga. Noite, lua e mistérios que eu amo mais do que a mim mesma.
Amo o silêncio da noite, sou feita de partículas de segredos. Minhas células multiplicam mistérios e assim me fortaleço no altar da madrugada.
Eu não sou tão bonita, eu fui construída pelos meus desejos e o meu mundo é outro.
Quando criança, eu achava que o mundo era o brinquedo preferido de Deus e que ele até se divertia em ver as pessoas em seus carros e suas casas pequenas observadas lá do alto.
Criança não sabe verbalizar claramente o que sente, mas eu já sentia como gente grande, como uma menina timidamente estranha e incompreendida que gostava de conversar com as plantas e dava nomes a elas.
Saudades da minha avenca.



Escrito por Ju Sfair às 09h31
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Seu mundo

Encostar a cabeça na maciez da almofada e sonhar com uma tarde cheia de doces e brincadeiras.

Respirar lento, sem a pressa do mundo, sem o materialismo desmedido que atormenta e adoece.

Relaxar olhando pela janela as folhas mexendo e o vento acalmando nossos corações apertados.

Você mexe nos cabelos, alonga o corpo e sente-se confortável com o momento. Seu momento de ser mais leve de fluir na medida certa de um espírito livre e corajoso.

Somos essas coisas todas, mas não percebemos por causa do cotidiano. A vida é mais bela quando aquietamos a fala.

A vida pode acabar a qualquer momento, e eu não quero que você se perca do seu EU que é o seu melhor refúgio e companhia.

A raiva passa, o momento de decisão passa e só o que permanece é o seu íntimo que você pode enfeitar e colorir. Pode acetinar seu mundo.



Escrito por Ju Sfair às 16h03
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Emily - Lua

Ontem Emily veio me buscar. Subimos até a lua e ficamos conversando.

Emily tem uma luz que paralisa, uma energia que ultrapassa barreiras. Gosto de ver seus cabelos encostando nos outros planetas, ela tem asas de fada.

Passava da meia noite e a cidade estava em silêncio, subi com uma certa velocidade, um impulso mental que me faz tocar as estrelas em poucos segundos. É sublime e encantador.

Emily me levou para conhecer a estrela que mais gosto e eu chorei ao ver sua beleza milenar tão de perto.

Às vezes Emily veste calça jeans e fica aqui observando as pessoas, ela fica linda de óculos escuros. Seus cabelos loiros além de brilho tem cheiro de malva e camomila.

Estava de verde claro ontem à noite, mas eu gosto quando ela veste lilás ou amarelo.

Ela é fantástica de qualquer jeito e eu deito minha cabeça em seu ombro, porque afinal somos feitas de cristais.



Escrito por Ju Sfair às 13h43
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24 horas

 

É perigoso quando você se expõe, é perigoso também quando você fica quieta.

É extramente perigoso não saber o que quer.

Sucesso é perigoso, frustração mais ainda.

É uma linha tênue. O tudo e o nada. O meio termo vem junto com a insatisfação.

Quanto mais se têm, mais se quer. Fama, dinheiro, beleza.

Dinheiro e sossego. Fama e Beleza.

Quem tem beleza não tem sossego. Quem tem fama também não tem sossego.

É um buraco negro, você não sai mais. E nem quer sair, depois não consegue mais viver sem.

  

24 horas perigosas

Bem vindos ao jogo.



Escrito por Ju Sfair às 18h37
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Cortinas de Seda

 

Gostar de mim ou não é problema seu.

Sou amiga aos poucos, vou construindo a confiança, trocando sorrisos, observando atitudes.

Pisciana nata, que entra pela porta dos fundos, mas acaba dando o seu recado.

Tímida, mesmo que não pareça. Simples, mesmo que também não convença.

Seria mais completa se não fosse essa mania de escrever e insistir no que é poético.

Seria mais comum se não fosse essa meu jeito de menina que precisa das palavras para relatar a vida.

Estações, amizades, amores, crenças.

Amo o silêncio que favorece meu contato com outros mundos e dimensões. Sou silenciosa por dentro quando algo mais forte cala a minha voz e meus dedos obedecem a seus pensamentos azuis com cortinas de seda.

.

 



Escrito por Ju Sfair às 14h31
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A Casa

Preciso de um lugar onde eu possa recarregar minhas energias e curar minhas asas de borboleta.
Um lugar que tenha jardins e vento frio. E que eu possa sobrevoar as noites e encantar minha alma novamente com as luzes dos anéis de Saturno.
Madrugada para conectar com o Universo. Madrugada e solidão.
Meus cabelos soltos, meu corpo leve, minhas mãos colhendo estrelas para depois voltar com mais força e bons fluidos.
Minhas asas estão feridas, mas meu pulso é forte.
Olho para o céu com movimentos lentos, esticando os braços, abrindo o peito e pedindo sabedoria ao cosmos.
Fico quieta quando anoitece, e conforme subo; vejo a cidade distante e os barulhos dos carros e das pessoas não me importam mais.
Todas as noites eu volto pra casa.



Escrito por Ju Sfair às 14h27
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Garota Enxaqueca

Cada dia um desafio, uma oração, uma vontade.

Levantando e suando a camisa. Cuidando de mil coisas, pagando contas, estudando, escrevendo, trabalhando, ouvindo músca, atendendo telefones,marcando encontros com as amigas, falando de amores passados.

Já verificou o pneu do seu carro ? Tirou o extrato bancário ? Quando vence mesmo o cartão de crédito ? O seguro e o IPVA também tem que pagar essa semana ?

E o Pet Shop ? Tem que pagar o Pet Shop, a moça que busca sua poodle toda a semana. Tem que colocar combustível no carro .

Você esqueceu a revista em casa e não decorou o texto.

Comeu demais no almoço e agora terá que compensar .Ainda bem que conseguiu ir ao médico no final da tarde e não chegou atrasada. Mas chegou em casa e dormiu .

Precisa comprar calças sociais para trabalhar, precisa comprar a pomada para a mancha na pele que o Dermatologista receitou e depois do tratamento ele disse que começará um anti-envelhecimento .

Ah, ele disse que não faz botox e se caso quiser pode indicar quem faça .

Você tem 32 anos e já vai fazer tratamentos anti-idade .

Sua enxaqueca, Dona Moça é tensional . Precisa relaxar mais .

Como relaxar com milhares de idéias pipocando na minha cabeça ?

Como parar ? Não tem como parar quando você quer chegar em algum lugar .

Será que eu já cheguei e não percebi ? Mas se eu cheguei, aí que não posso descansar mesmo .

Hoje você tinha manicure e resolveu não ir e nem ligou avisando . Juliana: pelo menos uma vez no dia você foi irresponsável , hein garota ? Está melhorando.

Por falar em melhorar, a sua enxaqueca já passou ?

 



Escrito por Ju Sfair às 17h19
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Águas Claras

 

Estou me reencontrando. Organizando meus livros, meus pensamentos, esquecendo paixões antigas .
A intenção é ficar mais leve para trilhar meu caminho com mais luminosidade .
Preciso de tempo, de descanso . Preciso de amigos ao redor para me fortalecer sempre .
Preciso ter com quem conversar bobeiras, rir de mim mesma .
Eu gosto de combinar passeios, ir a festas, dançar e abraçar as pessoas .
Gosto de mandalas, aromas, incensos .
A vida é confusa, a vida confunde muitas vezes . A vida não deixa de ser bela por confundir caminhos. A vida existe nos caminhos .
Flores miudas permeiam os meus pensamentos . O telefone toca e eu tento segurar a inspiração (...) Volto a escrever .
Falava de flores miudas e pensamentos . Hoje ao acordar pensei em cores, pensei lilás e azul e projetei na minha mente tudo sob controle. Projetei sucesso e produtividade .Agora quero repousar minhas letras nas cores . Um beijo das águas claras .



Escrito por Ju Sfair às 09h29
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